O Paradoxo do Progresso
Palavras-chave:
Paradoxo, Progresso, Prometeu, TécnicaResumo
Em Paradoxo do Progresso, reflito, num único movimento poético, sobre a tensão entre criação e destruição que sempre cercou a humanidade, recorrendo a mitos como o de Prometeu e a narrativa da Torre de Babel para reforçar a ambiguidade do nosso impulso inventivo. O fogo divino, ao mesmo tempo em que representa libertação e avanço, também se revela fonte de desequilíbrio e tragédias—como quando aludo à energia nuclear e às vidas inocentes que podem ser dissipadas em nome do progresso. Ao entrelaçar referências mitológicas e bíblicas, enfatizo nossa condição vulnerável, na qual a busca incessante pelo saber envolve riscos e responsabilidades. Nesse sentido, o poema questiona em que medida a expansão do conhecimento nos afasta ou nos aproxima de nossa própria ruína, sugerindo que, mesmo inevitável, o progresso deva vir acompanhado de cautela, prudência e consciência das consequências de nossas escolhas.